
O início da Rede BioGenomas
Em 2024, as pesquisadoras Mariana Telles e Camila Mazzoni lançaram as bases de uma iniciativa que transformaria a genômica da biodiversidade no Brasil.
A proposta nasceu no âmbito da chamada CNPq/MCTI/FNDCT nº 22/2024, do programa Conhecimento Brasil — voltado ao apoio de projetos em rede com pesquisadores brasileiros no exterior.

Com ela, surgiu um desafio estruturante que orientaria toda a concepção da rede:
"Como ampliar a capacidade brasileira de montagem e análise de genomas de referência de espécies neotropicais e consolidar uma base científica robusta para a biodiversidade dos Neotrópicos?"
A resposta foi "Decifrando Genomas Neotropicais através de uma Rede de Especialistas Brasileiros" — proposta que estabeleceu os alicerces de uma rede colaborativa altamente especializada. O objetivo é claro: viabilizar o uso em larga escala de dados genômicos avançados para pesquisa científica, conservação e uso sustentável da biodiversidade.
Hoje, o BioGenomas reúne mais de 10 pesquisadores brasileiros atuando de forma integrada no sequenciamento e análise de múltiplas espécies neotropicais. A rede está organizada em torno de quatro eixos centrais:
Produção de genomas de referência de alta qualidade
Padronização de fluxos analíticos
Integração entre instituições nacionais e internacionais
Formação de capacidade técnica estratégica

Mais do que um projeto, a Rede BioGenomas representa a construção de uma base duradoura para a ciência genômica aplicada à biodiversidade — ampliando a autonomia científica nacional, estruturando a genômica nos Neotrópicos e conectando especialistas e instituições em torno de uma agenda comum.